O DESPERTAR DE UMA LEMBRANÇA
Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun, Ikki, Saori... Todos levando suas vidas como se fossem pessoas normais, não se recordando de nada que acontecera na batalha anterior, graças a terrível maldição imposta por Apollo.
Seiya, procurando por sua irmã, segue com sua armadura de Pegasus pela Grécia, passando pelo vilarejo próximo ao santuário. Seu pensamento está distante, seu rosto ressoa um pouco de tristeza e ao mesmo tempo esperança, o sol bate de leve em seu rosto com o passar do vento; Shiryu volta aos cinco picos de Rozan apenas com uma vaga lembrança de onde ficava, e fica a beira da pedra na qual ele manifestou sua técnica pela primeira vez. O vento bate forte movimentando sua roupa e seus cabelos; Hyoga, de volta a Sibéria, vestindo um casaco, está muito confuso e procura pessoas para obter respostas. A tempestade de neve passa como se nada fosse para ele; e Shun anda junto com Ikki perto da Mansão Kido, onde avistam de longe Tatsumi chamando por eles. Ambos olham com uma expressão estranha, parece que eles também não o reconhecem.
Todos eles quase sem lembrança alguma, mente praticamente vazia, ansiando para saber o que aconteceu em suas vidas.
EGITO – TEBAS, 2 ANOS ATRÁS
Os moradores de Tebas viviam tranqüilamente como sempre havia de ser, porém algo de estranho anda acontecendo recentemente: muitos moradores que residem ao redor da tumba de Amon-Rá, que fica dentro de uma pirâmide lá localizada, estão morrendo sem demonstrar nenhum sintoma. Algo de muito errado acontece nessa cidade. Porém, certo dia, algo mais estranho ainda acontece: o céu, perto da pirâmide de Amon-Rá onde encontra-se sua tumba, começa a ficar escuro e nebuloso, trovões caem do céu, e todos com medo correm fugindo da gigantesca nuvem que cerca a tumba. Mas um deles, jovem, corajoso e curioso, se atreve a chegar perto, e ao se aproximar avista a entrada da pirâmide de Amon-Rá - antes selada - se abrindo, e ele ainda muito curioso, apesar do medo, vagarosamente entra na pirâmide. Sem muito saber por onde andar, ele segue um dos caminhos, e no trajeto ele começa a ter fortes dores de cabeça. Meio perdido com a intensidade da dor, ele não sabe se vai para esquerda ou direita, porém, seguindo por um certo caminho, a intensidade de sua dor de cabeça vai diminuindo, por causa disso então ele segue o caminho que parece ser destinado a ele.
No meio do trajeto ele vê vultos passando rapidamente por ele e seguindo muito rapidamente o mesmo caminho que ele está fazendo. O rapaz fica assustado, mas com a dor que sente ele continua seguindo o caminho, e no fim do labirinto que parecia ser interminável ele encontra a tumba de Amon-Rá. O jovem fica espantado, pois nunca ninguém tinha certeza se o deus realmente estava lá ou se era apenas uma lenda, já que ele não deveria ter um corpo próprio; mas pelo que parece realmente existe um corpo mumificado lá com um amuleto, o Escaravelho do coração. Ao lado de sua tumba podiam-se ver quatro vasos, com tampas em forma de homem, de chacal, de falcão e de babuíno. Neles estavam escritos em egípcio: Imset (Fígado), Duamutef (Estomago), Rebehsenuef (Intestino) e Hapi (Pulmões). O rapaz fica meio enjoado em saber que os órgãos do deus foram retirados e colocados nesses vasos para conservá-los, mas o que mais o assusta são os espíritos que rondam o teto da sala: eles ficam girando no teto durante um tempo, mas depois eles se juntam e formam algo que parece uma nuvem de espíritos que acaba por formar um rosto. É o rosto de Amon-Rá que lhe dirige a palavra:
AMON-RÁ: Muóóóóó....... Você...
O Rapaz fica apavorado, o medo está estampado em seu rosto que fica molhado de suor.
AMON-RÁ: Você, a chave final para meu retorno, liberte sua alma desse corpo carnal que será tomado para a ressurreição de um grande deus. Assim seu pecados serão perdoados e sua alma descansará eternamente nos campos de Iaru.
RAPAZ: ma... mas... eu.. é...
AMON-RÁ: Como você ousa abdicar dos campos de Iaru por sua vida patética? Humanos, seres desprezíveis, devem todos morrer!!!!
O rosto de espíritos voa na direção do rapaz, que fica paralisado de medo suando, até explodir no chão logo onde ele estava, e depois da fumaça se desfazer aparece o corpo do jovem levitando com uma energia imensa ao redor de seu corpo, ele vai flutuando com os braços abertos na altura da cintura, e Amon-Rá fala por ele:
AMON-RÁ: agora sim o ciclo está completo, uma grande de quantidade de AKH (força divina) provida dos espíritos dos mortos sacrificados em tebas para minha ressurreição e um pouco de KA (força vital) de um humano jovem como esse para rejuvenescer meu corpo e meus órgãos.
Umas luzes vão piscando em seus órgãos e nos vasos correspondentes em ordem: primeiro em seu fígado, e o vaso de homem se acende; depois o seu estômago e o vaso de chacal; em seguida o intestino e o vaso de falcão se ilumina também; e por ultimo seus pulmões e o vaso de babuíno também fica. Logo em seguida seu corpo todo começa a brilhar, e o amuleto de Escaravelho brilha junto, e quando o amuleto e os vasos começam a brilhar simultaneamente, destes saem bolas de energias que sobem e vão em direção ao amuleto, e ao entrar diretamente no cristal do mesmo, este começa a emanar uma energia que cria raios de luz até o teto, sobrepujando as luzes das tochas e iluminando todo o ambiente. O corpo do rapaz cai, e o corpo da múmia começa a se energizar com toda a luz presente e vai retornando à forma humana vagarosamente. De longe pode-se escutar um grito de dor contínua, e quando o corpo de Amon-Rá fica totalmente humano ele se levanta nu:
AMON-RÁ: Finalmente eu acordei. Gregos, seu destino está selado.
Amon-Rá vai saindo, e conforme tal aparece a imagem dos pés descalços dele saindo da sala, e vê-se apenas o corpo do rapaz como o de Amon-rá estava: no estado lastimável de uma múmia não mumificada.
1 ANO E 8 MÊSES DEPOIS...
Vê-se um grande santuário egípcio sendo levantado e quase pronto, e ao seu redor vários templos para outros deuses. Dentro deste santuário existem três entradas: uma para a câmara de Amon-Rá, a central, dedicada ao deus Osíris; uma para a Sala das Duas Verdades, onde são feitos os julgamentos daqueles que morreram para ver se eles devem ir para os campos de Iaru ou serem devorados por Amut, a entrada da direita pertencente a Hórus, seu filho, o templo do Baixo Egito, que representa todo reino dominado por ele; e a entrada da esquerda pertence a Seth, Irmão de Osíris e seu próprio assassino. Apesar de tudo o que ocorreu na antiga mitologia, todos os deuses devem respeito a Amon-Rá, e não podem causar conflito no novo santuário dele, o templo de Seth é o do alto Egito, e na câmara de Amon-Rá uma grande escadaria que chega a seu trono, que tem duas esfinges atrás dele, com tochas acesas por todos os lados, sacerdotes que rezam o tempo todo e escravos que o servem; e mais atrás uma grande estátua de ouro do próprio Amon-Rá. Em seu trono ele está com um olhar satisfeito e pretensioso.
AMON-RÁ: Finalmente poderei ver seus planos fluírem, terei que começar a botá-los em pratica desde já...
GRECIA, DIAS ATUAIS
Seiya está à procura de sua irmã, perguntando de vilarejo em vilarejo até que, ao passar, ele olha para um espelho, mas não consegue ver seu reflexo. Ele acha estranho, volta curioso, e quando olha novamente para o espelho ele não vê a si mesmo e sim ao jovem AMON-RÁ. Seiya, intrigado, olha para o espelho e tudo que ele faz o espelho copia. Meio sem entender a situação Seiya começa a fazer palhaçadas até que a imagem pára de imitá-lo, e nisso ele se assusta:
AMON-RÁ: O que está acontecendo com sua mente, rapaz? Ela está confusa... Parece procurar algo...
SEIYA: Eu.. eu não lembro de nada, só que minha irmã veio até aqui para me procurar e sumiu, eu não consigo encontrá-la... mas, quem é você???
AMON-RÁ: Sou alguém que deseja ajudá-lo a achar o que você procura. Seiya, está interessado em ter sua memória de volta?
SEIYA: Como sabe meu nome???
AMON-RÁ: Seiya, eu sei de muito mais do que você pode imaginar, você gostaria de ter sua memória de volta ou não?
SEIYA: Eu creio que isso não possa ser mais possível, por mais que eu me esforce, eu não consigo!
AMON-RÁ: Gostaria de lhe propor um trato: eu preciso de um favor de você como cavaleiro, e se você honrar esse compromisso comigo sua memória a partir desse momento será restaurada.
Seiya olha de lado com cara de desconfiado:
SEIYA: Mas como eu vou saber que você não está armando para cima de mim??? Nada disso, só fecho compromissos se eu souber sobre o que eles são...
De repente um flash de luz ofusca a visão de Seiya e ele cai para trás. À sua frente está Amon-Rá, (uma miragem) que saiu do espelho. Seiya, confuso, percebe que sua memória voltou, e fica grato a Amon-Rá e então começa a lembrar-se de Apollo, Athena, e seus amigos.
AMON-RÁ : Eu sou o Deus Sol da mitologia Egípcia, eu preciso da sua ajuda para acabar com a ambição de Apollo.
SEIYA: Com.. a.. ambição de Apollo?
AMON-RÁ: Sim, há alguns milênios atrás o grande Egito foi dividido em dois: o alto Egito e o baixo Egito, para que eles pudessem ser reinados por Seth e Hórus. Porém, por algum motivo, os humanos, que eram reinados por esses deuses, enlouqueceram, e uma grande guerra foi desencadeada dividindo literalmente o Egito. Parecia uma guerra sem fim, que durou anos, porém qual seria o motivo pelo qual essa guerra desencadearia? O sono dos dois deuses não cancelaria sua proteção divina sobre o seu povo. Algum poder tão grande como o deles interveio, o poder de algum deus, mas por quê? Desde épocas mitológicas os deuses gregos não são coniventes com a nossa presença; o olimpo não permite outros deuses, não só na Grécia, mas no mundo. Então foi por isso, pela interferência dos deuses gregos, que a guerra foi desencadeada no nosso país.
SEIYA: Uma guerra iniciada pelos deuses?
AMON-RÁ: Isso é mais do que óbvio. Os deuses gregos, desde épocas mitológicas, gostam de brincar com os humanos como se eles fossem seus fantoches. Porém, em meu reino eu não permitiria isso, então retornei ao mundo carnal para acabar com a guerra, e no momento em que desejei que o mal acabasse na mente dos egípcios conjurei um poder de purificação da magia de corrupção emanada pelo deus grego, então surgiu Apollo.
SEIYA: Apollo?!
AMON-RÁ: Sim, ele baniu minha alma da terra me aprisionando no meu próprio tumulo, de onde nada poderia fazer sem um corpo para eu poder voltar, e estive preso lá até esses dias.
SEIYA: Mas... e a guerra?
AMON-RÁ: Por sorte consegui terminar o conjuramento de meu feitiço que quebrou o efeito varrendo todo mal, porém Apollo ainda estava lá, só que a força de vontade de todos - que estavam num embate em seus próprios pensamentos e perceberam que estavam sendo manipulados - expulsou Apollo do Egito.
SEIYA: Então... o que você quer de mim?
AMON-RÁ: Como disse, Apollo consegue superar meu poder, e temo que novamente o mesmo aconteça, e dessa vez com o meu povo não preparado para a guerra nós sucumbiremos a ele, portanto eu preciso de sua ajuda, preciso que derrote Apollo.
SEIYA: Mas é impossível, já enfrentamos Apollo uma vez, mas ele é um Deus incrivelmente poderoso, e tudo foi
Amon-rá então mostra a Seiya uma imagem no espelho de onde ele saiu: são os Cavaleiros de Ouro presos na dimensão criada pelos deuses e mantida por Apollo.
AMON-RÁ: Seiya, veja eles...
SEIYA: São... os... Cavaleiros de Ouro!!!!
AMON-RÁ: Sim, eles foram presos lá para que suas almas permanecessem eternamente nas trevas e não pudessem reencarnar para o resto da eternidade. Apollo criou esse selo para mantê-los lá, pois eles são uma ameaça em potencial, e com a ajuda deles, você e seus amigos serão capazes de derrotar Apollo.
SEIYA: Mas como isso é possível???
AMON-RÁ: O selo dos cavaleiros de ouro pode ser facilmente quebrado, basta ele ser removido de onde eles estão. O problema é que o selo se encontra no templo de Apollo, e se vocês conseguirem essa façanha, os cavaleiros de ouro ficarão com suas almas livres, e assim eu poderei ressuscitá-los para ajudá-los na batalha contra Apollo.
SEIYA: Bom, se realmente isso é possível eu concordo, mas e meus amigos??? Todos eles devem estar na mesma situação que eu estava, sem memória...
AMON-RÁ: Não se preocupe, ao mesmo tempo em que eu estou falando aqui com você os outros cavaleiros de bronze também estão sendo contatados por mim. Eu preciso que você me encontre no santuário daqui a cinco dias. Lá discutiremos sobre como ir até o templo de Apollo...
Amon-rá vai entrando de volta no espelho aos poucos enquanto fala...
SEIYA: Não, não vá, espere...!!!
Amon-rá desaparece e fica apenas a imagem de Seiya no espelho.
SEIYA: No santuário.... Está bem...
Enquanto isso Amon-Rá - ao mesmo tempo - faz o mesmo com os outros cavaleiros: com hyoga refletindo no chão gélido, com Shiryu na cachoeira de Rozan onde ele está ao lado de Shunrei, com Shun e Ikki em um vidro quebrado da porta da mansão, deixando Tatsumi espantado, e assim todos eles recuperam sua memória e decidem se encontrar no Santuário.
SANTUÁRIO – GRECIA
Seiya chega e encontra lá os outros cavaleiros, e se surpreende ao ver Ikki junto de todos.
SEIYA: Ikki? O que você está fazendo aqui, você nunca se juntou conosco antes das batalhas?
IKKI: Bah!! Você reclama demais, Seiya. Já que você não quer que eu fique aqui então eu me vou...
SHUN: Não, Ikki, espere...
Shun segura Ikki pelos braços:
SHIRYU: Sim, Ikki, fique conosco, nós temos no momento uma importante missão a cumprir..
HYOGA: É verdade, temos que acabar com a ambição de Apollo e libertar a alma dos cavaleiros de ouro da prisão onde eles se encontram, eles tem que bolar algum....
Shun interrompe Hyoga:
SHUN: Esperem, agora eu me lembro, eu e Ikki vimos os cavaleiros de ouro aqui no santuário!!!
SEIYA: Isso é verdade???
IKKI: Sim, nós os vimos quando enfrentamos Theseus, um dos cavaleiros de Ártemis.
SHIRYU: Então nos levem lá agora!
Shun e Ikki os levam até o local onde a estátua feita dos cavaleiros de ouro está. Seiya e os outros olham e ficam indignados.
SHIRYU: mas como??
SEIYA: não pode ser!!
HYOGA: Mestre!!!
Hyoga chora por seu mestre e cai ajoelhado no chão desolado, e quando ele olha para suas lágrimas no chão no seu reflexo ele vê Amon-Rá.
AMON-RÁ: Deixei vocês esperando muito tempo???
Um flash aparece e de lá sai Amon-Rá.
SEIYA: Nós estamos prontos, queremos ir de encontro a Apollo para salvar os cavaleiros de ouro.
AMON-RÁ: Vejo que já estão decididos, porém uma coisa é certa: como chegar a um lugar onde não se enxerga?
IKKI: Você está brincando conosco? Não disse que ia nos levar até onde Apollo está!!!
SHIRYU: Calma Ikki, não deixemos a raiva nos levar. Amon-Rá, se é de tão interesse seu que Apollo seja deposto, porque não indica o caminho para nós?
AMON-RÁ: Pensei que nunca pediriam isso. A passagem para o templo de Apollo é ali.
Amon-Rá aponta para a estátua dos cavaleiros de ouro.
SEIYA: Como?!?
IKKI: Já chega, não estou aqui para aturar baboseiras, ou você diz onde fica a passagem ou..
HYOGA: Ikki, não faça isso!!
Ikki pega Amon-Rá pela gola da roupa e o puxa para perto, porém ele afrouxa o segurar por um comentário de Shun:
SHUN: Ele.. ele.. tem razão...
Shun coloca a mão na estátua, e sua mão a atravessa.
SHUN: é verdade, gente, olhem isso!!!
AMON-RÁ: Sim, na parte de baixo da estátua ela é intangível, vocês podem passar por um portal dimensional que os levará direto para o templo de Apollo.
Ikki vagarosamente e sem jeito o larga.
IKKI: Eu.. eu..
AMON-RÁ: Não se preocupe, atentem-se apenas nos seus objetivos, agora vão!
Amon-Rá ajeita sua roupa amassada.
HYOGA: Vamos nos apressar então, temos de salvar os cavaleiros de ouro
TODOS: Sim!!!
No momento em que eles vão entrar na estátua, AMON-RÁ os adverte:
AMON-RÁ: O templo de Apollo deve ser muito perigoso, tomem cuidado, e lembrem-se, o selo é fácil de ser quebrado, basta removê-lo do portal principal da prisão e as almas dos cavaleiros de ouro estarão livre para que eu ele possa revivê-los, o problema é que Apollo deve estar tomando conta desse selo, então digo novamente, tomem cuidado!!
TODOS: Sim!
Em seguida todos os cavaleiros vão correndo em direção a estátua, e a atravessam.
AMON-RÁ: Huhuhu....Boa sorte, cavaleiros...
SANTUARIO DE APOLLO - ? ? ? ? ?
Seiya e os outros estão caminhando por uma trilha, seu santuário parece mais um Palácio, diferentemente dos templos gregos. Ele tem um tom de cor que varia de dourado a marrom, seus pilares imensos com desenhos de ninfas parecem ter em média uns
SEIYA: Eu estou preocupado, nada aconteceu ainda desde que nós entramos.
SHIRYU: Não consigo sentir o cosmo de ninguém aqui por perto.
Shun pede para eles esperarem, ele veste sua armadura, mas sua corrente também não responde. Eles acham aquilo tudo muito estranho, mas continuam seguindo. O caminho é iluminado por varias tochas, mas diferentes, e parece que acima de cada tocha – no lugar de chamas - existe um micro-sol que ilumina 100 vezes mais.
Mais à frente eles acham o altar de Apollo, onde ele descansa. Seu altar se encontra numa saleta, onde tem um trono num local mais alto, que é alcançado por vários lances de escadas por todos os seus lados, formando praticamente um cone, e ao redor dele só tem pilares que são iguais aos dos corredores, e à sua esquerda um pequeno portal.
APOLLO: Eu estava os esperando!!!
SEIYA: Como sabe que estávamos aqui???
APOLLO: Ora, Seiya, eu sou um deus, tudo que é banhado pela luz do Sol está sob meus olhos, eu sei muito bem o que vocês vieram fazer aqui, mas vocês nunca conseguirão retirar o selo dos cavaleiros de ouro.
APOLLO: E ainda digo mais: tive uma premonição... Vocês irão morrer!!!!!!
Hyoga fica com raiva pensando em Camus nessa situação e diz:
HYOGA: O único que irá morrer aqui será você, Apollo.
Em seguida Hyoga manda o TROVÃO AURORA,mas Apollo nem evita o golpe: apenas fica parado, e o poder do cavaleiro de cisne é rasgado ao meio, passando pelos seus lados. Porém, logo em seguida seu fluxo é invertido, e o poder retorna até Hyoga e os outros, atingindo-os e os jogando contra a parede do templo.
APOLLO: É inútil, todo ataque contra um Deus será repelido contra si mesmo.
Seiya se levanta vagarosamente e em seguida começa a queimar o seu cosmo...
SEIYA: Agh... Isso não é verdade, muitas vezes já conseguimos atingir deuses elevando nosso cosmo ao máximo, e você, Apollo, já foi alvo de um ataque meu, e eu irei fazê-lo novamente.
APOLLO: Como ousa menosprezar o meu poder, garoto, saiba que não lutei com seriedade, pois não acreditava que humanos poderiam ter tal capacidade, mas agora é diferente, vocês são seres malignos que se opuseram contra os deuses, e é por isso que sua raça tem que ser exterminada...
Apollo levanta uma de suas mãos aberta e a fecha. Quando a mão se fecha, por entre os dedos um brilho ofuscante se sucede, e logo depois da luz tomar todo o local o lugar fica escuro. Atrás de Apollo, Seiya enxerga o portal com o selo dos cavaleiros de ouro, que é a única coisa que brilha com um cosmo na escuridão além de Apollo, e avisa seus amigos onde é que fica.
SEIYA: Pessoal, ali atrás de Apollo, o portão com o selo dos cavaleiros de ouro.
SHUN: Sim, eu vejo, aquele deve ser o selo.
HYOGA: Temos que tirá-los de lá imediatamente.
APOLLO: Nunca!!!
E dispara uma luz indefensável que atinge a todos, mas quando se pensa que tudo está perdido aparecem os cinco cavaleiros, todos com suas armaduras já vestidas e partindo para cima de Apollo, que com raiva tenta revidar. Primeiro Seiya ataca com o METEORO DE PÉGASUS , mas não surte efeito, Apollo solta um raio de luz solar que pega de raspão em Seiya, que acaba por cair de lado no chão apoiando-se com um de seus braços;
APOLLO: Suas chamas não são nem uma pequena brasa para mim, moleque!
Seiya tenta novamente mandar seus meteoros, mas eles voltam até ele e o jogam para uma direção próxima a Hyoga. Então, ao se recuperar dos meteoros, ele abre os olhos e vê Hyoga parado em posição de ataque se preparando para mandar a Execução Aurora.
SEIYA: Hyoga!!!
APOLLO: O que pensa que vai fazer?
Só que, ao invés de mandar seu mais poderoso golpe, ele concentra poder em suas mãos no alto e corre para cima de Apollo.
HYOGA: Hwaaaaa!!!!
APOLLO: Eu já disse que é inútil...
Hyoga pensa que não pode mandar um golpe à distancia, pois ele será devolvido, e pensa em atacar diretamente o corpo de Apollo. Ele esquiva de alguns raios do Deus do Sol, e pula por cima agarrando-o por trás, tentando congelá-lo e colocá-lo num esquife de Gelo.
APOLLO: Idiota!! Está querendo congelar o Sol?? Isso é impossível e vou te provar!
HYOGA: Haaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!
Hyoga começa a ser incinerado apenas por encostar em Apollo e cai quase desmaiado. Apollo voa até seu trono.
APOLLO: É inútil. Vocês, seres humanos, combaterem Deuses. Será que vocês não entendem?
Shiryu levanta Hyoga apoiando-o em seu ombro; ele está fraco e com uma expressão de dor tentando se sustentar